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Notícias

03/03/2017

Febre Amarela

Alagoas é área livre de circulação do vírus

Ministério da Saúde
O Brasil está passando por um surto de febre amarela, especialmente nos estados de Minas Gerais e Espirito Santo, e agora alguns casos em São Paulo. De acordo com um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde em 01 de fevereiro, foram registradas 857 notificações da doença, 770 delas em Minas, e 52 mortes. Para alertar e informar a população confira algumas perguntas e respostas frequentes. 
 
O que é febre amarela?
 
A febre amarela pertence à classificação das arboviroses assim como a dengue, zika e o chikungunya, mas os sintomas são muito diferentes. É uma doença causada por um vírus (flavivírus) e transmitida por mosquitos chamados de Haemagogus e Sabethes (em região silvestre) e Aedes (em área urbana). Apesar das duas formas não há diferença de sinais e sintomas e o paciente pode ficar com o corpo todo amarelo. Até o momento não há relatos de transmissão de febre amarela direta entre pessoas.
O vírus ocorre em locais de clima tropical sendo mais comum na América do Sul e na África. É considerado um vírus perigoso, pois pode causar formas graves de doença e a maioria das pessoas não apresenta sintoma e evolui para a cura.
 
Quais são os fatores de risco?
 
Pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da febre amarela ou nunca foram vacinados possuem risco de contrair a doença quando viajam para locais em que a doença exista. O risco é maior para as pessoas com mais de 60 anos de idade e qualquer pessoa com imunodeficiência como pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados, pessoas com doenças reumatológicas que usam imunossupressores entre outros.
 
Quais os sintomas da febre amarela?
 
A maioria das pessoas que adquire o vírus da febre amarela não apresenta sintomas. Quando os sintomas aparecem, as pessoas têm febre baixa, dores musculares em todo o corpo, principalmente nas costas, dor de cabeça, dor nas articulações, náuseas e vômito e fraqueza.
Esses sintomas duram entre três e quatro dias e vão diminuindo até desaparecer, mas alguns pacientes podem ter sintomas mais graves cerca de 24 horas após a recuperação dos sintomas mais simples ou já ter o quadro clínico de forma rápida, podendo atingir vários órgãos do corpo, principalmente o fígado e os rins. Os sintomas dessa fase são febre alta, icterícia (amarelidão) pela inflamação no fígado, vômitos com sangue, urina escura, sangramentos de pele e olhos avermelhados. Em casos mais graves o paciente pode evoluir muito mal e morrer.
 
Existem tratamentos para a febre amarela?
 
A forma mais eficaz de evitar a febre amarela é por meio da imunização. A vacina é constituída de vírus vivo atenuado, isso quer dizer que ele foi enfraquecido para não causar doenças em pessoas saudáveis. O vírus age estimulando o organismo a produzir a própria proteção contra o vírus e o efeito aparece cerca de 10 dias após a injeção. Apresenta eficácia acima de 97,5% e a proteção persiste por mais de 40 anos.
 
Como podemos a prevenir a picada desse mosquito?
 
Usar camisas de mangas compridas e calças.
Ficar em lugares fechados com ar condicionado ou que tenham janelas e portas com tela, para evitar a entrada de mosquitos.
Dormir com mosquiteiros.
Usar repelentes registrados oficialmente contra insetos. Quando usados como orientados são seguros e eficazes, mesmo na gestação ou amamentação.
Sempre seguir as orientações das bulas.
Evitar uso de produtos com associação de repelente e protetor solar na mesma formulação.
Se for usar protetor solar, aplicá-los antes do repelente.
Para crianças:
Não usar repelente em crianças com menos de 2 meses de idade.
Vestir as crianças com roupas que cubram braços e pernas.
Cobrir berços e carrinhos com mosqueteiro.
Não aplicar repelente nas mãos das crianças.
Não usar produtos com permetrina diretamente na pele.
Podem-se utilizar roupas impregnadas com permetrina.
 
Quem deve tomar a vacina contra a febre amarela?
 
A vacina está indicada a partir dos 9 meses de idade. Porém, em condições de surto, poderá ser antecipada para os 6 meses de idade. A aplicação é por via subcutânea. No Brasil, são recomendadas duas doses:
 
Crianças: a primeira dose aos 9 meses e 1 dose de reforço aos 4 anos;
Crianças maiores de 5 anos de idade não vacinados, ou adultos não vacinados: deve ser aplicada 1 dose, com um reforço em 10 anos.
Maiores de 5 anos com 1 dose realizada antes dos 5 anos de idade: 1 dose de reforço.
 
Quem não pode tomar a vacina?
 
Nem todas as pessoas podem ou devem fazer a vacina, necessitando sempre indicação médica. Algumas situações clínicas aumentam o risco de complicações com a vacina, e contraindicam a aplicação, como as citadas abaixo:
 
Pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados;
Imunodeficiências (doenças que levam a alterações no sistema de defesa) congênitas (nascidas com a pessoa) ou adquiridas, incluindo as terapias que levam a alterações do sistema de defesa, como quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides;
Histórico de doença do timo (órgão linfático), incluindo a miastenia grave, timoma (câncer no timo) ou remoção do timo anteriormente;
Indivíduos sintomáticos infectados pelo HIV que estejam doentes ou apresentam defesas baixas (CD4 abaixo de 200 células/mm3);
Crianças menores de 6 meses de idade, devido ao risco de encefalite.
 
Devemos fazer uma avaliação antes de tomar a vacina?
 
Há situações especiais na qual a indicação da vacinação deverá ser avaliada pelo seu médico que irá expor qual o risco e o benefício de receber ou não a vacina. Alguns exemplos que seu médico deve avaliar:
 
Crianças entre seis e oito meses;
Pessoas com idade acima de 60 anos;
Gestantes;
Mulheres amamentando crianças menores de seis meses.
 
Temos outros medicamentos para combater a febre amarela?
Não existem medicamentos específicos contra o vírus da febre amarela e não devem ser utilizados antiinflamatórios e ácido acetilsalicílico (AAS).
Pacientes graves devem ser tratados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para hidratação endovenosa e reposição do sangue perdido nas hemorragias. Pode ser necessário diálise quando houver insuficiência renal.
 
 
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